[Resenha] - Princesa Adormecida de Paula Pimenta












Título: Princesa Adormecida
Autor(a): Paula Pimenta
Páginas: 192
Editora Galera

Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário.
Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou.
Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida.
Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única.
Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...


Princesa Adormecida é uma versão moderna do famoso conto de fadas da Bela Adormecida. Esta história, porém, tem seu início nos dias atuais, e no país de Liechtenstein. 

Os pais de Áurea Roseanna Bellora se conheceram em Paris, por meio de uma colega, Marie Malleville. Logo se apaixonaram e começaram uma vida juntos, da qual nasceu Áurea. O que eles não contavam é que Malleville amava o rapaz e que vendo que com a chegada do nenê eles não iriam se separar, prometeu vingar-se. Malleville, então, sequestra Áurea, que é salva graças a um garotinho de 4 anos.

Diante das ameaças de Malleville, os pais de Áurea fingem a sua morte e a mandam para o Brasil, a fim de morar com seus três tios. A menina passa a se chamar, então, Anna Rosa Lopes. Seus tios, super-protetores, dedicam-se integralmente aos cuidados da sobrinha, proibindo-a de conversar sobre assuntos pessoais com estranhos.

Anna Rosa obedece aos seus tios em todos os momentos, até que um dia um rapaz desconhecido começa a lhe mandar mensagens lindas e românticas pelo celular. Rosa logo se apaixona, porém, ela não imaginava no em que esta troca inocente de mensagens iria dar e nem desconfiava da verdadeira identidade da pessoa com quem ela conversava.

Céus, isso é o que acontece quando você passa a vida inteira reclusa, sem ter contato com meninos: uma carência do tamanho do mundo! Um cara me manda uma mensagem por engano e eu já fico toda derretida!

Estou acostumada a ler livros com uma pegada mais adulta, mas preciso dizer que Princesa Adormecida é simplesmente uma graça. É uma história tão "menininha", agora entendo porque Paula Pimenta faz tanto sucesso. 

Esta versão moderna de Bela Adormecida tem tudo o que um conto de fadas precisa ter: um reino, uma bruxa, uma princesa inocente, fadas madrinhas e um príncipe encantado. Os personagens são construídos de forma criativa trazendo à história antiga um frescor novo de uma paixão adolescente do nosso tempo. Achei o livro um amor!

O amor deixa as pessoas loucas, é isso?

Tenho apenas uma crítica à fazer. Considerando que é uma literatura voltada para o público juvenil, acho a ideia de conversar e se apaixonar por um estranho por meio de mensagens telefônicas um pouco perigosa. Será que o público para quem o livro é voltado tem maturidade para entender que isso ocorre em conto de fadas e que é perigoso na vida real.

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